quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

As 10 atitudes que mais atrapalham durante o trabalho

As 10 atitudes que mais atrapalham durante o trabalho


Por mais que você seja uma pessoa calma, tranquila, que ama o seu trabalho, certamente existem situações que se apresentam no dia-a-dia da empresa que o deixam completamente irritado. Pois saiba que não é o único a se sentir assim. A convivência em grupo é bastante complicada e, em muitos casos, é preciso muito jogo de cintura para poder estar no local que se deseja, fazendo o que gosta.

Por isso, o InfoMoney ouviu especialistas e selecionou atitudes que mais atrapalham a rotina no trabalho. São atitudes que podem ser tomadas propositalmente, ou sem que se perceba. Por isso, elas servem, acima de tudo, para que você identifique se não está agindo da maneira descrita, o que significa que também está atrapalhando a equipe.

Confira as atitudes

Confira abaixo quais foram as respostas dadas pela consultora do IDORT/SP, Aparecida Bucater, e pelo consultor da Robert Half, Roberto Britto:
  1. Toque do celular: se você adora a música que toca em "chamada a cobrar" ou qualquer outro hit do momento, pode ser que seus colegas não gostem. Ainda mais se ela tocar enquanto ele estiver concentrado terminando um trabalho que é para daqui a meia hora. Por isso, sempre o celular deve estar no silencioso.
  2. Intrometidos: são aquelas pessoas que não perdem a oportunidade de participar de uma conversa, mesmo que não tenham nenhuma relação com o assunto. Se você não conhece, certamente já ouviu falar de alguém assim. "Elas perdem o foco tentando saber sobre problemas que não lhe envolvem", afirmou Britto, da Robert Half.
  3. Chegar atrasado em reuniões: isso é sinal de falta de comprometimento, principalmente se a reunião já estava marcada há dias.
  4. Brincadeiras fora de hora: "a descontração é importante no trabalho, mas desde que não atrapalhe o alcance dos resultados", disse Aparecida, do IDORT/SP. Muitas vezes, a pessoa não percebe que está exagerando.
  5. Perfume forte: a aparência é tudo no trabalho, mas existem pessoas que exageram. Os alérgicos são os primeiros a detectar.
  6. Comer coisas na mesa: se o alimento tiver um cheiro forte, fica pior ainda. Se o lanchinho for feito próximo do horário de almoço, ou no fim da tarde, o cheiro pode incomodar bastante os colegas que estão com o estômago roncando, mas sem tempo nem para beber uma água. Não custa nada ir até a copa para comer.
  7. Invadir o espaço alheio: sentar na cadeira do colega, mexer em suas coisas - mesmo que seja um livro, uma caneta -, atender o telefone celular podem incomodar o colega e deixá-lo irritado.
  8. Sair e não deixar o telefone fixo com toque desligado ou na caixa postal: se for uma pessoa bastante requisitada, a situação piora, pois os colegas começam a fazer papel de secretária.
  9. Não avisar sobre ausências ou atrasos: enfim, não ter comprometimento. "Atrapalha muito no dia-a-dia no trabalho a pessoa que é relaxada com prazos; que sai correndo quando o horário de trabalho acaba, mesmo tendo atividades a fazer; e que não demonstra iniciativa", disse Aparecida.
  10. Se prolongar em assuntos pessoais ao telefone: "É claro que a pessoa não vai ficar isolada da vida pessoal dela quando estiver no trabalho, mas tem assuntos que podem ser tratados em outra ocasião", ponderou a consultora do IDORT/SP.
Enfim, é importante ficar atento a todos esses itens: "A maioria das pessoas são demitidas não por aspectos técnicos, mas por aqueles ligados à postura", disse Aparecida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A maior das inovações foi a "vitória" do homo sapiens

Clemente Nobrega

Todo mundo sabe: o que obriga as empresas a inovar é a luta pela sobrevivência. Quem não inova não aumenta a produtividade e fica fora do jogo (União Soviética, lembra?). Inovação sempre está associada a ganho de produtividade. Mesmo empresas como a Apple, craque em produtos geniais, têm que lançá-los mais rápido que seus concorrentes, se não, perde mercado. Lançar coisas bacanas mais rápido (Apple), e/ou fazer as mesmas coisas usando menos inputs (Wal Mart) - isto é produtividade. Olha que curioso: um grupo de pesquisadores está sugerindo que a mesma idéia - vantagem em produtividade - explica por que o homo sapiens tornou-se a espécie dominante no planeta. Eis a história: até uns 40 mil anos, havia só um tipo de humano na Terra - o homem de neanderthal - atarracado, cabeludo, baixo, musculoso; o estereótipo do homem das cavernas. Então chegou o homo sapiens (mais bonitinho) vindo da África num longo e tortuoso percurso via Ásia central. O neanderthal vivia na Europa há 200 mil anos, mas dez mil anos depois da chegada do sapiens sumiu do mapa. Por quê? Não vá pelas aparências: ambos - neanderthal e sapiens - eram 100% humanos e igualmente inteligentes, não havia "pessoas especiais" em nenhum dos grupos, entende? Ambos usavam linguagem, caçavam os mesmos animais e colhiam as mesmas plantas nos mesmos nichos. Portanto, competiam pelos mesmos recursos. Teria o sapiens vencido por ter melhores armas de caça? Sua capacidade de pensamento simbólico - evidente em pinturas e esculturas de animais - teria lhes dado vantagem? Segundo Jason Shogren da Universidade de Wyoming, não. O sapiens venceu porque foi mais produtivo no que importava mais para a sobrevivência. Shogren criou um modelo computadorizado para simular crescimento populacional. Variáveis decisivas: fertilidade, taxas de mortalidade, eficiência na caça, número de caçadores talentosos, níveis de talento na produção de armas. Duas variáveis - especialização e comércio - observadas nos sapiens, mas não nos neanderthais, estavam no modelo. Eureka! Só quando "especialização e comércio" eram mais favoráveis ao sapiens, o modelo mostrava que sua população crescia mais rápido. Como assim? Assumiu-se que nos sapiens só os caçadores mais eficientes se dedicavam à caça, os menos habilidosos iam fazer coisas como roupas e flechas. Depois, caçadores trocavam carne pelas roupas e flechas que os artesãos faziam (especialização e comércio, certo?). Com "cada um no seu quadrado" assim, todo mundo obtém mais carne. Com mais proteína, a taxa de fertilidade cresce e a população idem. Sobrava cada vez menos carne para os neanderthais. O modelo prevê direitinho o que se observa: em 10 mil anos, adeus neanderthais. Divisão do trabalho e livre comércio são decisivos para a prosperidade, como Adam Smith e David Ricardo redescobriram trinta mil anos depois. O Homo sapiens reina absoluto na Terra (pelo menos por enquanto) pela mesma razão pela qual a Apple domina seu nicho e o Wal Mart o dele: mais produtividade no que é decisivo para a sobrevivência.

* Artigo publicado na Revista Época Negócios - Nº 24 - Fevereiro 2009 - Coluna INOVAÇÃO.

Visite meu blog e coloque lá seus comentários sobre esta matéria.